Bangladesh fecha universidades em meio à crise energética

Bangladesh fecha universidades em meio à crise energética


Bangladesh fechará todas as universidades a partir de segunda-feira (9), antecipando o início do feriado de Eid al-Fitr, como parte de medidas emergenciais para economizar eletricidade e combustível.
🔍”Eid al-Fitr” significa “festival da quebra do jejum” e marca a primeira vez que os muçulmanos podem comer durante o dia após o jejum do Ramadã. Em 2026, o feriado estava previsto para começar na sexta-feira 20 de março.
A medida foi tomada diante do agravamento da crise energética ligada ao conflito no Oriente Médio. O país, que depende de importações para 95% de suas necessidades energéticas, impôs na sexta-feira (6) limites diários para a venda de combustíveis, após compras por pânico e formação de estoques.
Veículos fazem fila em um posto de combustível, enquanto crescem as preocupações com o abastecimento após o conflito entre EUA e Israel contra o Irã, em Dhaka, capital do país.
Mohammad Ponir Hossain/Reuters
As autoridades disseram que a decisão se aplica a todas as universidades públicas e privadas do país. Segundo o governo, a medida reduzirá o consumo de eletricidade e também ajudará a aliviar o congestionamento no trânsito, que leva ao desperdício de combustível.
A medida ocorre enquanto Bangladesh enfrenta incertezas crescentes sobre o fornecimento de combustível e gás, após as interrupções nos mercados globais de energia.
Funcionários afirmaram que os campi universitários consomem grandes quantidades de energia para dormitórios estudantis, salas de aula, laboratórios e ar-condicionado. Portanto, o fechamento antecipado ajudará a diminuir a pressão sobre o sistema elétrico do país.
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Escolas públicas e privadas em Bangladesh já estão fechadas por causa do mês sagrado islâmico do Ramadã, o que significa que a maioria das instituições de ensino permanecerá fechada durante o período.
Como parte de um pacote mais amplo de medidas de austeridade, o governo também pediu que escolas com currículo estrangeiro e centros privados de reforço escolar suspendam suas atividades durante o período.
A grave escassez de gás já obrigou Bangladesh a interromper as operações em quatro de suas cinco fábricas estatais de fertilizantes, redirecionando o gás disponível para usinas de energia, a fim de evitar apagões generalizados.
O país também comprou gás natural liquefeito (GNL) no mercado à vista a preços muito mais altos, enquanto busca cargas adicionais para suprir a falta de fornecimento.
“Estamos fazendo tudo o que podemos para reduzir o consumo e garantir estabilidade no fornecimento de energia, combustível e importações”, disse um alto funcionário do Ministério da Energia.

Foto de Leonice Santos

Leonice Santos

Criadora de conteúdo digital

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